Gestão 06 / 07 - Tod@s na Luta !!!

  Início| Diretoria| Estatuto | Deliberações| Plano de Ações| História| Textos| Encontros e Seminários| Relações Internacionais| Finanças| Campanhas| Fotos| Contatos|


História[*]

        No Brasil desde o período colonial, podemos observar a participação dos estudantes na política do país, mesmo não possuindo um caráter organizado que só aconteceria no século XX, especificamente em 1937 com a criação da União Nacional de Estudantes (UNE). A primeira manifestação estudantil no Brasil é datada de 1710 com a expulsão dos franceses no Rio de Janeiro. A conjuntura política do Brasil Império contribuiu com o avanço político dos estudantes com a vinda da família Real, tornando o Brasil o centro das decisões políticas. O governo imperial toma várias providências, entre elas a criação de Universidades que formariam a geração política do Império e da Primeiro República.

            Foi com a criação da UNE em 1937 que o Movimento Estudantil Brasileiro atingiu a maturidade deixando de tratar problemas específicos e regionais, atuando de forma mais ampla, fortalecendo-se e unificando suas lutas a nível nacional em busca da democracia. No decorrer dos anos a UNE vai traçando uma história de luta e manifestações, porém esta trajetória é interrompida com o Golpe de 1964, começa neste período uma repressão violentíssima a tudo e a todos que questionassem a ordem vigente. Então com a justificativa da “manutenção da ordem” os militares fecham a UNE, porém antes mesmo disso ela já havia sido incendiada, é instituído o AI-5, o movimento estudantil entra na clandestinidade, muitos são torturados, exilados e até mesmo assassinados, tudo em nome da “Ordem e Progresso”.

                Com o passar dos anos a ditadura instaurada começa a perecer, as pressões são muitas para que haja uma abertura política e que voltemos a ser uma democracia(...). Em meio a este processo no ano de 1979 é reconstruída a UNE, observam-se grandes greves, os funcionários públicos, metalúrgicos, a luta pela posse da terra(...).

                É neste contexto que será realizado o I Encontro Nacional de Estudantes de Serviço Social – ENESS, na cidade de Londrina-PR no ano de 1978, promovido pelo Centro Acadêmico (C.A.) da Universidade Estadual de Londrina – UEL. É a partir deste encontro que se inaugura à possibilidade de unificar-se as lutas, de debater a profissão, a universidade etc. O referido evento contou com a participação de 24 escolas e teve como tema: “O Serviço Social e a Realidade Brasileira”, foi também a partir deste evento que se verificou a eminência de discutir a formação profissional, mais diretamente a reformulação do currículo do curso de Serviço Social. “Nasce a comissão nacional para discussão e encaminhamentos do currículo e para organização do II ENESS. Em uma reunião realizada na UFRJ[1] em maio de 1979, a comissão discutiu e definiu uma forma de organização mais consistente para o movimento.(...) O Brasil foi dividido em sete regiões, cada uma deveria realizar (...) o ERESS[2]. Após o ERESS haveria uma reunião da comissão onde se chegaria a um consenso sobre o que foi estabelecido nas reuniões regionais e se definiria as linhas para o próximo ENESS. Essa reunião, no ano seguinte, foi denominada de CONESS[3]

                Ocorre o II ENESS em 1979, na cidade de Salvador-BA promovido pelo Diretório Acadêmico (D.A.) da UCSAL, neste mesmo ano o governo Figueiredo dá continuidade ao processo de abertura política, é revogado o AI-5..., em meio a este cenário o MESS[4] aprofunda suas discussões, e sua organização. São criadas novas instâncias deliberativas: CONESS e a Secretaria Executiva Nacional formada pela escola sede do ENESS e por uma escola representante de cada região, denominada de escola-pólo.

                “Em 1980, na efervescência da rearticulação da sociedade civil, os estudantes de Serviço Social realizam o III ENESS na Universidade Católica de Minas Gerais promovido pelo C.A. de S.S. cujo tema era: ”Serviço Social Formação Profissional e Intervenção na Realidade”. A nível do currículo chegou-se a uma proposta única cabendo reunir-se com a ABESS[5] e levar as reivindicações estudantis. Nesse momento já existia no interior da ABESS uma pressão estudantil pela ampliação de sua representatividade. Inicia-se. Portanto, a partir dessa década uma luta dos estudantes de Serviço Social para participar junto às entidades da categoria”.

                  No ano de 1981, começa-se a discutir a criação da Subsecretaria de Serviço Social na UNE – SESSUNE, neste mesmo ano o CONESS é realizado na PUC-SP e o IV ENESS na Universidade Federal de Pernambuco, com o tema: “Reconceituação do Serviço Social na Realidade Brasileira”, ocorreu também a Convenção da ABESS, realizada em Setembro, esta convenção corresponde a um marco, pois neste evento houveram mudanças na estrutura da ABESS, que contará a partir de então com um vice presidente (professor) e um estudante por região.

                 O V ENESS - 1982 acontece na cidade de Vitória-ES e teve como tema: “Política Social e Intervenção do Serviço Social – Correlação teoria x prática”, ainda as discussões se centravam a respeito do currículo e a organização do movimento.

                  Belo Horizonte - MG é a sede do VI ENESS – 1983, com o tema: “Movimento Político Atual e a Formação Profissional”, este é um ano de profunda crise econômica, e como reflexo é o ano quando começamos a aprofundar a discussão acerca da formação profissional voltada aos interesses populares.

                  No ano seguinte o VII ENESS em Porto Alegre-RS, que teve como tema: “Relações de Poder do Serviço Social na Sociedade Capitalista”. Faz-se necessário destacar 83 é um ano de grandes manifestações a exemplo disto temos a “Campanha das Diretas Já”, o país vive um crescente período de luta pela democratização. Porém a campanha não consegue atingir seu objetivo maior, ocorrem eleições indiretas e no poder colocava-se a aliança PMDB/PFL com Tancredo Neves e Sarney, não passava de uma nova roupagem, pois não houveram o processo democrático ainda estava por vir(...) Então no ano de 85 na cidade de Brasília-DF acontece o VIII ENESS que centralizou suas discussões na “Reforma Universitária e Organização Estudantil”, mais uma vez debateu-se a criação de uma entidade nacional de estudantes de S.S.

                 “O IX ENESS traz uma mudança na caráter dos Encontros Nacionais passando de 3 a 5 dias(...)”, este encontro teve como tema: “Novas Propostas Políticas dos Estudantes de Serviço Social Frente a Atual Conjuntura”. “(...)Foram realizados três cursos nesse encontro: “Correntes Teóricas do Serviço Social”, “História das Lutas Camponesas” e “História do Movimento Operário Brasileiro”, é em 1986 que inicia-se o processo de implantação da Assembléia Nacional Constituinte. Em 1987, houve uma impossibilidade de ocorrer o X ENESS, sendo assim, na Convenção da ABESS foi escolhida a UFRJ para sediar o X ENESS com o tema: “Se muito vale o que já feito, mais vale o que será”. 1988 é o ano da nova Constituição, fato este que reflete diretamente no ENESS, foi neste encontro que foi criada e eleita a primeira gestão da SESSUNE que ficou com sede na UFRJ, inicialmente sem estatuto devido, esta gestão teve como principais atividades  a participação na organização do VI CBAS[6], em 1989, articulação do ME da América Latina.

                A SESSUNE e o CALSS-UFPA[7] organizaram o e realizaram em 1989 na cidade de Belém-PA, o XI ENESS com o tema: “Nimue Noasu” que corresponde a “Aquele que Constrói seu Próprio Caminho”, este foi um encontro onde prevaleceu a discussão acerca das estratégias e táticas para o cotidiano do MESS. Foi aprovado o estatuto e foi eleita a segunda gestão da SESSUNE. Neste ano o país passava por eleições presidenciais, esta tinha como principais sujeitos, Fernando Collor de Melo que correspondia aos interesses do grande capital e Luiz Inácio (Lula) candidato do Partidos dos Trabalhadores (PT) e de uma aliança de esquerda. Collor foi eleito Presidente da República e a partir desta data inicia-se a implementação do projeto neoliberal no Brasil.

               Inicia-se a década de 90 e em seu primeiro ano o XII ENESS é realizado em Fortaleza contendo o tema: “Nada de Grandioso se Fará Sem Paixão”, a terceira gestão da SESSUNE é eleita ficando a UECE com a Coordenação Geral. Fruto de um aprofundamento acerca da formação profissional é realizado em Recife-PE no ano de 1991 o I Seminário Nacional sobre Formação Profissional e Movimento Estudantil em Serviço Social.

                O XIII ENESS que tem com tema: “Serviço Social no Desafio do Novo”, ocorre em Agosto/91 na cidade de Cuiabá. É eleita a quarta gestão da SESSUNE com sede na UFPA, esta gestão foi responsável pela realização do “II Seminário de Formação Profissional e MESS” e pela sistematização das discussões dos encontros que deu origem ao Anteprojeto da Campanha Nacional pela Reestruturação da Formação do Assistente Social no Brasil”.

                O XIV ENESS no ano de 1992 é realizado em Salvador, o referido encontro é marcado por uma expressiva participação e por algo inovador que foi a apresentação de teses das forças políticas que participavam do MESS. Houveram duas chapas concorrendo a diretoria da SESSUNE: “Sem tesão não há solução” e “Por dia nascer feliz”, ganhando a segunda e ficando sediada novamente na UECE a coordenação geral da SESSUNE.

                O país passa por tamanhas dificuldades, como de costume a área social a mais prejudicada, o projeto neoliberal em desenvolvimento, denuncias de corrupção é neste contexto que ocorre em São Leopoldo-RS no ano de 93 o XV ENESS, as forças políticas presentes no MESS mais uma vez apresentam suas teses, porém desta vez em formas de grupos de discussão, o conteúdo das teses se dividia em Conjuntura, Universidade e Movimento Estudantil. Mesmo com a apresentação das teses que explicitavam as diferentes formas de como pensar o ME, somente a chapa: “enquanto a chama arder” disputou a SESSUNE e a sede da entidade passou a ser a UCSAL em Salvador-BA.

                O ano de 1993 também marcou consideravelmente o MESS, pois foi neste ano que a SESSUNE passa a se chamar ENESSO[8]. Esta mudança foi resultado de debates no MESS, onde se evidenciou que o fato de nos tornarmos uma Executiva nos permitiria uma maior autonomia perante a UNE, ocorreu também a criação da Secretaria de Formação Profissional e a Coordenação Nacional de Representação Estudantil de ABESS...

 

 

 

[*] Este texto é uma pequena síntese da história do MESS. Que estamos procurando atualizar. Aguardem! 

[1] Universidade Federal do Rio de Janeiro

[2] Encontro Regional de Estudantes de Serviço Social

[3] Conselho Nacional de Entidades Estudantis de Serviço Social.

[4] Movimento Estudantil de Serviço Social

[5] Associação Brasileira de Ensino em Serviço Social

[6] Congresso Brasileiro de Assistente Social

[7] Centro Acadêmico Livre de Serviço Social da Universidade Federal do Pará

[8] Executiva Nacional de Estudantes de Serviço Social.

 
Endereço: